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Power Platform

Modelagem de Negócios: por que mapear antes de escolher a ferramenta de BI

Por que mapear o negócio antes de escolher ferramenta de Business Intelligence

Projetos de Business Intelligence em empresas brasileiras frequentemente seguem a mesma sequência: escolher uma ferramenta, desenvolver dashboards e depois tentar justificar o investimento para a diretoria. O problema é que essa ordem prioriza a tecnologia em vez das perguntas que geram valor. O resultado comum são painéis tecnicamente corretos que não servem para tomada de decisão e baixo retorno sobre o gasto em TI.

O que mudou

Uma abordagem crescente em projetos de dados coloca o mapeamento do negócio como etapa obrigatória antes de qualquer escolha técnica. Conhecido como Business Framework, esse modelo é uma síntese prática do que a empresa faz, quais processos são centrais e onde os dados estão registrados. Diferente de levantamentos extensos de processos, o Business Framework foi desenhado para projetos ágeis: identifica fontes de informação e dependências críticas em semanas, não meses, permitindo decisões técnicas mais alinhadas ao objetivo de negócios.

Impacto prático nas empresas

Quando o mapeamento de negócio é omitido, os efeitos aparecem de forma direta no custo e na execução do projeto. Integrações são feitas com sistemas secundários, indicadores são calculados com dados incompletos e relatórios entregam informações que a diretoria já possui. Em ambientes com ERPs, portais web e sistemas legados, essa falta de alinhamento transforma cada nova demanda em retrabalho e aumenta o risco de integrações falharem após a implantação.

Em projetos baseados em Power Platform, SharePoint ou Dynamics 365, a consequência pode ser que processos automatizados passem a operar sobre fontes inconsistentes, afetando operação e confiança nos dados.

Cenários reais de aplicação

Considere uma instituição financeira que contratou painéis para monitorar inadimplência. Sem o Business Framework, a equipe conectou a solução ao sistema de cobrança e apresentou indicadores incompletos porque os contratos estavam em outro sistema sem integração. O painel não suportou decisões estratégicas sobre renegociação e provisões.

Em outro exemplo, uma distribuidora de médio porte planejou um BI para a área comercial. O mapeamento inicial identificou que pedidos estavam no ERP, mas devoluções eram registradas em planilhas locais. Com esse diagnóstico foi possível decidir pela extração e consolidação dessas planilhas antes de qualquer desenvolvimento de painel, evitando retrabalho e relatórios incorretos na fase de produção.

Pontos de atenção

O Business Framework é um ponto de entrada, não um substituto para governança de dados. Ele tem função diagnóstica e de priorização para projetos de integração e visualização. Para ser eficaz, o levantamento precisa envolver profissionais que entendam o negócio e a arquitetura de TI. Mapear apenas com a equipe técnica tende a deixar fontes importantes de fora, como planilhas e sistemas departamentais usados por áreas como financeiro, comercial e operações.

Outro risco comum é subestimar o número de fontes ativas; muitas organizações mantêm sistemas paralelos que só aparecem quando o mapeamento é feito de forma completa e com os stakeholders certos.

Como a Memory ajuda

A Memory atua com consultoria especializada em projetos Microsoft e incorpora a fase de descoberta como etapa padrão antes de implantações com Power Platform, Dynamics 365 e Microsoft 365. Nosso trabalho na fase de Business Framework inclui:

  1. Mapeamento focado dos processos que geram receita e custo, para identificar quais indicadores realmente suportam decisões da diretoria.
  2. Identificação das fontes de dados e avaliação das integrações necessárias, priorizando caminhos que reduzam tempo de entrega e retrabalho.
  3. Definição de escopo técnico alinhado ao modelo de negócio do cliente, para que escolhas como Power Platform ou Dynamics 365 sejam feitas com base em evidências e não em preferência por ferramenta.

Para empresas com baixa adesão a paineis B.I já implantados, realizamos diagnósticos de maturidade de dados que mostram onde o projeto perdeu alinhamento com o negócio e quais ações são necessárias para recuperar valor.

A Memory não entrega apenas uma recomendação tecnológica; entregamos um plano de implementação que conecta descoberta, arquitetura e governança mínima necessária para garantir que os dados sirvam à tomada de decisão.

Conclusão

Projetos de dados com retorno real começam pela pergunta certa: quais decisões precisam ser suportadas e de onde virão os dados que as fundamentam. Inserir a fase de Business Framework antes da escolha de ferramentas reduz desperdício, acelera entregas e aumenta a probabilidade de adoção pelos usuários finais.

Para gestores e diretores que planejam iniciativas com Power Platform, Dynamics 365 ou qualquer solução de BI, esse mapeamento é o passo que separa projetos efetivos de painéis bonitos e sem uso.

Próximo passo

Fale com um especialista da Memory antes de iniciar seu próximo projeto de dados e descubra como estruturar a fase de descoberta de negócio. memorycomp.com.br/contato | (11) 5626-1313 – WhatsApp

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