O piloto funcionou. E agora?
Muitas empresas brasileiras já validaram o Microsoft 365 Copilot em pilotos internos: um grupo selecionado recebeu licenças, testou casos de uso e comprovou que a ferramenta agregou valor. Ainda assim, a experiência frequentemente parou aí. A IA ficou restrita a um departamento ou a usuários avançados, enquanto o restante da organização continuou trabalhando do mesmo jeito. A diretoria, ao buscar retorno sobre o investimento, passou a questionar se o projeto realmente valeu a pena. Essa realidade tem um nome: lacuna de execução.
O que mudou com o anúncio Microsoft e EY
Em maio de 2026 a Microsoft e a EY formalizaram uma parceria com investimento conjunto superior a US$ 1 bilhão para transformar pilotos de IA em iniciativas em escala corporativa. A solução combina plataformas Microsoft, como Azure, Microsoft 365 Copilot, Fabric e segurança, com a capacidade de transformação da EY. O ponto central deste movimento não é apenas o montante investido: é o reconhecimento claro de que a principal barreira para escalar IA não é tecnologia, e sim execução, governança e adoção estruturada.
O caso EY como referência prática
A EY aplicou internamente o modelo que agora propõe ao mercado. Em uma fase inicial ela implantou o Microsoft 365 Copilot para 150 mil colaboradores e acompanhou resultados mensuráveis: ganho de 15% em produtividade, 94% de adoção mensal e 85% de uso semanal. Mais de 80% dos profissionais relataram economia de tempo, redirecionada para atividades de maior valor.
Em áreas específicas, os impactos foram ainda mais expressivos: nas operações financeiras houve redução de 95% no tempo de execução de alguns processos com agentes de IA e diminuição de mais de 37% nos custos operacionais. Em fiscal, a automação de documentos chegou a reduzir o esforço manual em até 90%. Com esses resultados, a EY planeja ampliar o Copilot para mais de 400 mil pessoas por meio do Microsoft 365 E7, que sua empresa pode contratar diretamente com a memory IT.
Impacto prático para empresas B2B
Para diretores e gestores de TI no Brasil, os números da EY trazem duas mensagens práticas. Primeiro, escalar o Copilot é viável e traz ganhos reais quando a adoção é gerida de forma estruturada. Segundo, licenciar a ferramenta é apenas o começo: o valor vem da integração com os fluxos de trabalho, da capacitação contínua dos usuários e da governança ativa dos dados e acessos.
Empresas B2B que já têm Microsoft 365 contratado mas mantêm o Copilot restrito a um pequeno grupo deixam valor operacional importante sem captura. Os benchmarks usados pela EY podem embasar a justificativa para expansão junto ao board, com metas concretas de retorno definidas desde o início.
Cenários reais de aplicação
Alguns exemplos de aplicação que podem ser implantados hoje em ambientes Microsoft 365 corporativos:
- Comercial: Copilot integrado ao Teams e Outlook para resumir reuniões, redigir propostas e organizar o pipeline automaticamente, reduzindo tarefas administrativas da equipe de vendas.
- Financeiro: agentes de IA para triagem de documentos, processamento de notas fiscais e conciliação de lançamentos, liberando analistas para decisões com mais impacto.
- Recursos Humanos: fluxos de onboarding no SharePoint com automações via Power Platform que padronizam processos e reduzem o tempo de integração de novos colaboradores.
Esses cenários não são provas de conceito experimentais: são aplicações disponíveis que dependem de arranjo correto do ambiente Microsoft 365 e de um plano de adoção que envolva processos, pessoas e tecnologia.
Pontos de atenção antes de escalar
Antes de levar o Copilot para toda a organização, é preciso checar alguns elementos essenciais. Licenciamento: verifique se o plano adotado cobre o Copilot e os recursos avançados previstos. Dados e permissões: o Copilot acessa o que o usuário tem direito de ver; portanto, a estrutura de dados e as permissões no SharePoint devem estar organizadas para evitar exposição de informações sensíveis.
Treinamento: sem capacitação prática, o uso tende a ser baixo e os resultados ficam aquém do esperado. Métricas: defina indicadores claros de retorno (tempo salvo, redução de custos, produtividade) desde o início para acompanhar impacto e sustentar o investimento diante da diretoria.
Como a Memory pode apoiar sua empresa nessa jornada
A Memory Company IT atua na transição do piloto para a escala com três frentes complementares:
- diagnóstico,
- mapeamento e
- implementação.
Primeiro, fazemos um diagnóstico do atual ambiente Microsoft 365 e do uso do Copilot para identificar gaps de licenciamento, governança e dados. Em seguida, mapeamos os fluxos de trabalho prioritários para gênese de valor imediato e definimos métricas de sucesso alinhadas ao board.
Na implementação entregamos o trabalho prático: consultoria de licenciamento adequada ao perfil da empresa; organização do SharePoint e governança de acessos; programas de treinamento e adoção estruturada; desenvolvimento de automações com Power Platform integradas aos processos; e suporte contínuo via MemoryCare 365. O foco é transformar ferramentas em resultados mensuráveis, não apenas em tecnologia instalada.
Conclusão
A era dos pilotos de IA está terminando para quem busca impacto real. O mercado já tem referências concretas de adoção em escala com resultados tangíveis quando a execução é conduzida com método. Para empresas brasileiras a questão deixou de ser se investir em IA vale a pena e passou a ser como estruturar a expansão para que o retorno seja visível e sustentável.
Próximo passo
Quer estruturar a expansão do Copilot na sua empresa com governança e resultado mensurável? Fale com um especialista da Memory. Acesse memorycomp.com.br/contato ou fale via WhatsApp no (11) 5626-1313.


