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Migração do blog da Memory de WordPress para arquitetura headless (Sanity + Astro + Azure Static Web Apps)

Fernando Rabello Fernando Rabello · 16 de junho de 2026 · 2 min de leitura

Resumo

Relato da migração do blog da Memory do WordPress para uma arquitetura headless (Sanity, Astro e Azure Static Web Apps), explicando as razões, o processo de migração estrutural e os ganhos em performance e governança.

O problema que a gente fingia não ver

Durante anos, o blog da Memory rodou em WordPress. Funcionava, no sentido de que estava no ar. Mas operar tinha virado rotina de manutenção: fila constante de plugins pedindo atualização, cada atualização com risco de quebrar alguma coisa, páginas desformatando sozinhas, problemas de sincronização que apareciam sem aviso.

A dor mais cara, porém, não era técnica. Era governança. Não havia processo editorial de verdade: categorias herdadas sem critério, nenhum fluxo de aprovação, nenhum controle estruturado sobre o que entrava no ar e como. E o layout, vendido como "arrasta e solta", na prática consumia horas para qualquer ajuste simples, quase sempre dependendo de mais um plugin externo.

A percepção: remendo não resolve teto

O ponto de virada foi admitir que o problema não era plugin X ou tema Y. Era arquitetura. O WordPress é uma plataforma respeitável, que serve bem a milhões de sites. Mas ele tinha deixado de servir ao nosso caso: uma empresa do universo Microsoft, com processos cada vez mais automatizados, precisando que o conteúdo fosse dado estruturado, e não texto preso num banco acoplado ao site.

Cada nova ideia esbarrava no mesmo teto: integração difícil com nosso ecossistema, automação inviável, modernização sempre adiada.

A mudança: arquitetura própria, não outro CMS pronto

A decisão não foi trocar de CMS. Foi montar uma arquitetura headless sob nosso controle: Sanity como CMS de conteúdo estruturado, site performático com Astro e hospedado no Azure Static Web Apps, dentro do mesmo ecossistema que já operamos para nossos clientes.

O projeto foi desenvolvido internamente pela equipe de TI da Memory, com apoio de desenvolvimento assistido por IA. Foram cerca de três meses de trabalho, da modelagem até a virada, que aconteceu neste mês.

A ação: migrar estrutura, não só conteúdo

Migrar não foi copiar posts. Foi redesenhar a fundação: taxonomia de categorias refeita do zero com critério editorial, conteúdo convertido em formato estruturado, SEO preservado, e o site reconstruído como estático, servido direto de CDN, sem PHP nem banco de dados na frente do visitante.

Sem plugin para atualizar. Sem superfície de ataque desnecessária, o que importa para uma empresa que vende segurança e governança. Layout versionado em código: mudou, testou, publicou.

O resultado: a base que destravou o resto

O ganho imediato foi performance e fim da manutenção reativa. Mas o ganho estratégico veio depois: com o conteúdo virando dado estruturado e publicável por API, o blog passou a fazer parte da nossa esteira de automação. Hoje, peças aprovadas pelo time seguem para publicação de forma automatizada, com aprovação humana no Teams, algo impensável na estrutura antiga.

A pergunta que fica para quem nos lê: a sua plataforma ainda serve ao momento da sua empresa, ou você também está pagando o custo invisível de manter o que não acompanha mais? Se quiser conversar sobre isso, a Memory está em disponível para te ajudar.

Fale com nossa equipe.

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